segunda-feira, 26 de abril de 2010

A morte olhou pra mim,
Seus olhos eram cinza,
Cansados de toda experiência adquirida.
A morte olhou pra mim, me prendeu numa corrente de
Medo e contemplação, e depois sorriu.
Zombou da minha dor, da minha humanidade, entrou pelos meus poros,
Desceu como um frio na barriga.
Brindou um cálice de lagrimas, a um passado sem lembranças,
Rondando como o vento, tão certa como a batida do meu coração.
A morte olhou pra mim, e eu olhei de volta.