Segunda-feira, duas e meia da manhã,
e a certeza de um dia cheio pela frente.
Olho pela janela, e converso com a imensidão de pontinhos brilhantes, brinco com o isqueiro, fumo outro cigarro, a cidade não me responde.
As vezes até suspira, mas não me responde.
O silencio é avassaladoramente confortante, e eu até ensaio uma reviravolta, quase uma epifania, mas sei que nada se resolve assim, pois o sopro que traz a euforia é o mesmo que a leva embora.
Acabo ficando com o quase.
Cruel e sucinto, amargo como o gosto de ressaca e
de noite mal dormida, como o espaço entre as palavras.
O quase me cega, o quase me faz enxergar.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Quase.
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